sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
2001: Reportagem sobre o lateral esquerdo Vanderlei
O lateral esquerdo Vanderlei Lázaro foi o sexto jogador com o maior número de partidas pela time azul.
Vanderlei Lázaro - lateral esquerdo - 1969 a 1978 - 526 jogos Fonte: Site Nação Azul
domingo, 12 de abril de 2009
Tostão: O mineirinho de ouro
Craque, médico, professor, colunista e comentarista. Tostão passou por várias áreas profissionais, mas nunca perderá o espaço conquistado no Cruzeiro. Muitos o consideram como maior jogador da história do clube. Ele foi um dos destaques de 1966 e quatro anos depois fez parte do título mundial com a Seleção Brasileira. Com problema na vista, ele teve que encerrar a carreira de forma precoce.
06/10/2016: Ídolo do Cruzeiro, Tostão analisa futebol e desfaz mitos sobre América e Dadá em novo livro
1970: Chegado dos campeões
Gylmar tenta, mas não pega. Carlos Alberto Torres só olha a bola na rede e Tostão comemora o gol de Natal. Era o massacre do Mineirão no dia 1º de dezembro de 1966 (6 a 2 para o Cruzeiro).
TOSTÃO Ele foi genial dentro de campo. E fora dele, seja como médico, comentarista, colunista, escritor, dentre outras várias funções que exerce, Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão é referência para qualquer um que goste de um futebol de alto nível técnico. Sem dúvidas, o maior talento que já vestiu a camisa do Cruzeiro Esporte Clube. Foi o maior jogador mineiro depois de Pelé. Como meia ou centroavante, Tostão brilhou nos gramados do Brasil durante a década de 60 e começo dos anos 70. Infelizmente, aquele craque com visão de jogo inigualável, teve sua carreira abreviada - ironicamente - por um problema no olho esquerdo. Em uma partida contra o Corinthians, em 1969, o craque foi atingido por um potente chute do zagueiro Ditão, o que acabou por comprometer sua retina. Com apenas 27 anos, Tostão não podia mais jogar futebol, sob o risco de ficar cego. Mas a genialidade de Edu - como era chamado quando criança - garantiria um futuro de sucesso a ele. Formou-se em medicina em Belo Horizonte e passou a exercer a profissão. Após alguns anos de dedicação à medicina, passou a ser comentarista esportivo e cronista. Hoje, Tostão é respeitado por sua inteligência e coerência analisando futebol para todos os tipos de mídias, sendo requisitado freqüentemente pelos mais variados meios de comunicação. Durante os quase dez anos em que defendeu o Cruzeiro, Tostão conquistou o pentacampeonato mineiro, sagrando-se artilheiro da competição em quatro oportunidades. Porém, os feitos mais marcantes do jogador ainda estavam por vir: O título da Taça Brasil sobre o Santos de Pelé, em 1966, elevou-o ao patamar máximo de ídolo. Formando uma dupla inesquecível com Dirceu Lopes, o Cruzeiro venceu as duas partidas, por 6 a 2 (no Mineirão) e 3 a 2 (em pleno Pacaembu). O time da Toca da Raposa contava ainda com Piazza, Raul, Natal e Evaldo. Veja na foto acima, Gilmar dos Santos Neves, Carlos Alberto Torres e o jovem Tostão no momento do gol de Natal, um dos seis marcados pelo Cruzeiro contra o Santos no dia 1º de dezembro de 1966. No jogo de volta, no dia 8, Tostão fez de falta para o Cruzeiro, que venceu o Peixe, de virada, por 3 a 2. No primeiro tempo, o Santos derrotava a Raposa por 2 a 0. Mas foi na Copa de 1970 que Tostão escreveu o nome da história do futebol. Ao lado de Clodoaldo, Pelé, Gérson, Rivelino e Jairzinho, fez parte da Seleção Brasileira que encantou o mundo ao abocanhar o título com uma incontestável goleada sobre a Itália, por 4 a 1. Mesmo jogando um pouco fora de posição, o ex-craque brilhou abrindo espaço para os companheiros, exercendo um futebol extremamente solidário. A jogada contra a Inglaterra, que acabou no gol marcado por Jairzinho, é até hoje uma das mais reprisadas pela TV. Em 65 jogos pelo Brasil, balançou a rede 36 vezes. Nascido em Belo Horizonte, capital mineira, em 25 de janeiro de 1947, Tostão começou a carreira profissional no América-MG, antes de ter sido contratado a peso de ouro pelo Cruzeiro. Tostão sempre foi um exemplo de dedicação e profissionalismo dentro do futebol. Treinava sozinho e procurava aperfeiçoar seus pontos fracos, como o chute de direita. Também se destacava pela capacidade de prever e se antecipar ao lance, prova de sua imensa sabedoria e inteligência. Em 1972 foi protagonista da até então maior contratação do futebol brasileiro, ao ser vendido para o Vasco por cerca de 3,5 milhões de cruzeiros. O ex-meia jogou pouco tempo no clube carioca, menos de um ano. A retina novamente inflamou e Tostão foi submetido a mais uma cirurgia em Houston (EUA). A vista de Tostão ficou prejudicada, mas o futebol dele ainda está na retina dos amantes do futebol brasileiro e mundial. CURIOSIDADES Tostão foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado. Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio – São Paulo, Gylmar – Santos, Manga – Botafogo, Ubirajara Mota – Bangu e Valdir – Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres – Santos, Djalma Santos – Palmeiras, Fidélis – Bangu, Murilo – Flamengo, Édson Cegonha – Corinthians, Paulo Henrique – Flamengo e Rildo – Botafogo (laterais); Altair – Fluminense, Bellini – São Paulo, Brito – Vasco, Ditão – Flamengo, Djalma Dias – Palmeiras, Fontana – Vasco, Leônidas – América/RJ, Orlando Peçanha – Santos e Roberto Dias – São Paulo (zagueiros); Denílson – Fluminense, Dino Sani – Corinthians, Dudu – Palmeiras, Edu – Santos, Fefeu – São Paulo, Gérson – Botafogo, Lima – Santos, Oldair – Vasco e Zito – Santos (apoiadores); Alcindo – Grêmio, Amarildo – Milan, Célio – Vasco, Flávio – Corinthians, Garrincha – Corinthians, Ivair – Portuguesa de Desportos, Jair da Costa – Inter de Milão, Jairzinho – Botafogo, Nado-Náutico, Parada – Botafogo, Paraná – São Paulo, Paulo Borges – Bangu, Pelé – Santos, Servílio – Palmeiras, Rinaldo – Palmeiras, Silva – Flamengo e Tostão – Cruzeiro (atacantes). Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gilmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes). Tostão comemora aniversário no mesmo dia do português Eusébio e do atacante Robinho. Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro nasceu no dia 25 de janeiro de 1947. Além de técnico, Tostão era artilheiro. Com a camisa do Cruzeiro, entre 65 e 72, ele marcou 249 gols, tornando-se o maior artilheiro da história do clube. FICHA Nome: Eduardo Gonçalves de Andrade Data e local de nascimento: 25/1/1947, em Belo Horizonte (MG) Posição: Atacante. Clubes: Cruzeiro, em 61, América Mineiro, em 62 e 64, Cruzeiro, de 65 a 72, Vasco, de 72 a 73. Títulos: Taça Brasil de 66; Campeonato Mineiro de 65, 66, 67, 68 e 69; Copa Rio Branco de 67, pelo Cruzeiro; Copa do Mundo de 70 e da Minicopa de 72, pela Seleção Brasileira. FRASE "Zagallo não queria que eu jogasse com Pelé", confessando que o então técnico da Seleção Brasileira não pretendia colocar os dois atletas atuando juntos por causa dos poucos gols que o centroavante marcou nas Eliminatórias da Copa de 70. Mais no blog do Milton Neves
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Reportagem sobre Charles



Até Diego Armando Maradona gostava do futebol dele. Tanto isso era verdade que o craque argentino decidiu apostar em sua contratação. Assim, Charles, o Charles Fabian Figueiredo Santos, um dia chegou a vestir a camisa de um dos times mais vencedores da América: o Boca Juniors. Ele, que já foi técnico das categorias de base do Bahia, clube que o revelou, assumiu em 2009 a Secretaria de Esportes e Lazer de Itapetinga (BA), sua cidade natal.
Nascido no dia 12 de abril de 1968, Charles começou a se destacar no time do Bahia que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988. Ao lado de Bobô, Zé Carlos, Paulo Rodrigues, Gil, Marquinhos e companhia, o time tricolor, comandado por Evaristo de Macedo, fez surpreendente campanha e bateu o Internacional, de Taffarel, na final.
O "Princípe Charles", como era chamado em Salvador, permaneceu no Bahia por dois anos. É que o presidente do clube mais popular do estado, Paulo Maracajá, não aceitava negociar facilmente os craques do time. Tanto que Zanata e Bobô só saíram do Bahia por montanhas de dinheiro.
Em 1991, porém, não teve jeito. Uma proposta milionária do Cruzeiro fez com que o Bahia negociasse o seu artilheiro. Pelo time da Toca da Raposa, Charles continuou fazendo gols e chamou a atenção de Maradona, que o levou para o Boca Juniors. Mas em Buenos Aires, Charles não conseguiu render o mesmo futebol.
Atrapalhado por contusões, ele retornou ao Brasil e não conseguiu emplacar muito no Flamengo (apesar dos 18 gols em 30 jogos, segundo números do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins), no Grêmio e mais uma vez no Bahia.
Encerrou a carreira ainda novo, por causa de lesão no joelho. Tem residência fixa em Salvador (BA), onde vive com a família.
Começo bom na seleção
Com a camisa da Seleção Brasileira, segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Charles atuou 11 vezes (3 vitórias, 4 empates e 4 derrotas) e marcou três gols. Ele foi convocado pelo técnico Sebastião Lazaroni em 1989 e logo em sua estréia, em jogo amistoso contra o Peru, em Fortaleza, no dia 10 de maio de 1989, Charles marcou dois gols na vitória por 4 a 1. Em sua segunda partida, contra Portugal, no Maracanã, Charles voltou a mostrar seu faro de gol. Fez um dos gols na goleada por 4 a 0.
Depois, durante a primeira fase da Copa América, em Salvador (BA), Charles teve seu nome muito gritado por torcedores na Fonte Nova. Mas o técnico Lazaroni decidiu apostar em Romário e Baltazar, o "Artilheiro de Deus". Por não escalar Charles, o treinador foi bastante vaiado no jogo de estréia contra a Venezuela, na vitória por 3 a 1.
Charles chegou a vestir algumas outras vezes a camisa canarinho, mas não conseguiu se firmar como titular. Assim, ele acabou ficando fora da Copa do Mundo da Itália, em 1990.
por Rogério Micheletti
Texto e fotos extraídos do blog do Milton Neves
domingo, 5 de abril de 2009
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